segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Eu sou assim

Não gosto das emoções fracas, não gosto de meias palavras
Tudo tem que ser completo, intenso e se possível exagerado...

Meio cigarro não me serve...
Meio copo não me agrada

Gosto do extremismo, ou preto ou branco
Ou ama ou Odeia
Ou é doce, ou é salgado, mais também gosto do azedo

Meia briza não me serve...
Meio bêbada não me agrada

Comigo é assim
Ou é ou não é...
Ou aceita, ou não aceita!

Meios Termos me irritam
E se for pra morrer, tem que ser de uma vez!


quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Canto Para A Minha Morte

Eu sei que determinada rua que eu já passei
Não tornará a ouvir o som dos meus passos.
Tem uma revista que eu guardo há muitos anos
E que nunca mais eu vou abrir.
Cada vez que eu me despeço de uma pessoa
Pode ser que essa pessoa esteja me vendo pela última vez
A morte, surda, caminha ao meu lado
E eu não sei em que esquina ela vai me beijar
Com que rosto ela virá?
Será que ela vai deixar eu acabar o que eu tenho que fazer?
Ou será que ela vai me pegar no meio do copo de uísque?
Na música que eu deixei para compor amanhã?
Será que ela vai esperar eu apagar o cigarro no cinzeiro?
Virá antes de eu encontrar a mulher, a mulher que me foi destinada,
E que está em algum lugar me esperando
Embora eu ainda não a conheça?
Vou te encontrar vestida de cetim,
Pois em qualquer lugar esperas só por mim
E no teu beijo provar o gosto estranho
Que eu quero e não desejo,mas tenho que encontrar
Vem, mas demore a chegar.
Eu te detesto e amo morte, morte, morte
Que talvez seja o segredo desta vida
Morte, morte, morte que talvez seja o segredo desta vida
Qual será a forma da minha morte?
Uma das tantas coisas que eu não escolhi na vida.
Existem tantas...
Um acidente de carro.
O coração que se recusa abater no próximo minuto,
A anestesia mal aplicada,
A vida mal vivida, a ferida mal curada,
a dor já envelhecida
O câncer já espalhado e ainda escondido,
ou até, quem sabe,
Um escorregão idiota, num dia de sol, a cabeça no meio-fio...
Oh morte, tu que és tão forte,
Que matas o gato, o rato e o homem.
Vista-se com a tua mais bela roupa quando vieres me buscar
Que meu corpo seja cremado
e que minhas cinzas alimentem a erva
E que a erva alimente outro homem como eu
Porque eu continuarei neste homem,
Nos meus filhos, na palavra rude
Que eu disse para alguém que não gostava
E até no uísque que eu não terminei de beber aquela noite...

Vou te encontrar vestida de cetim,
Pois em qualquer lugar esperas só por mim
E no teu beijo provar o gosto estranho
que eu quero e não desejo,
mas tenho que encontrar
Vem, mas demore a chegar.
Eu te detesto e amo morte, morte, morte
Que talvez seja o segredo desta vida
Morte, morte, morte que talvez
seja o segredo desta vida

 (Raul Seixas)



sábado, 17 de agosto de 2013

O mal esta dentro!

Talvez os dias frios e solitários servem para nos lembrar...
Lembrar que ainda esta aqui dentro...
Apenas adormecido
Mas sempre dentro de ti

As vezes o percebemos
Mas sempre ignoramos...
Ele aparece rápido em um olhar
Tenta abrir sua boca e pular para fora em um sorriso

Mas sempre estará lá...
Bem lá dentro...
Esperando a hora de sair

E acabar de vez com a sua vida!



terça-feira, 11 de junho de 2013

Essa nova geração, aonde as idéias são tão facilmente divulgadas através do próprio facebook, esta se tornando um povo mais ativo!
Por mais que algumas coisas são ditas e não se transformam em atos....
Alguns estão realmente colocando em prática ações que antes não seriam viáveis pela falta de comunicação.

Essas manifestações.....Pelo valor da passagem por exemplo..... É uma prova de que o povo esta mais unido, e os jovens estão pensando mais, e agindo mais....

Acho melhor o governo começar a tomar cuidado, pois o população esta começando a ter voz! E o pensamento coletivo esta sendo posto em prática, e aos poucos o povo esta dando os primeiros passos!!!





sexta-feira, 10 de maio de 2013


terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

"Ó doçura da vida: Agonizar a toda a hora sob a pena da morte, em vez de morrer de um só golpe." (William Shakespeare)

Mas pensando bem...
...Quem não sabe o que é a vida, como poderá saber o que é a morte???

O fato é...

...A morte não é nada para nós, pois, quando existimos, não existe a morte, e quando existe a morte, não existimos mais.


segunda-feira, 22 de outubro de 2012

...Sim, eu odiava ter que me levantar da cama de manhã. Significava que a vida ia recomeçar e depois que se passa a noite inteira dormindo cria-se uma espécie de intimidade especial que fica muito mais difícil de abrir mão. Sempre fui solitário. Você vai me desculpar, creio que não regulo bem da cabeça, mas a verdade é que, se não fosse por uma que outra trepadinha legal, não me faria a mínima diferença se todas as pessoas do mundo morressem. É, eu sei que isso não é uma atitude simpática. Mas ficaria todo refestelado aqui dentro do meu caracol. Afinal de contas, foram essas pessoas que me tornaram infeliz! 

 "Charles Bukowski"


"A raiva é a minha revolta mais profunda de ser gente! Ser gente me cansa!
Há dias que vivo, da raiva de viver!"

Clarice Lispector

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Contagem Regressiva do Espelho da Alma

Estou começando a perceber que o corpo é um espelho da alma!
Portanto se a alma não vai bem, o corpo fica doente.
Talvez isso seja a explicação do porque ando tão doente!
Saio de uma e entro em outra pior!


Quando será enfim o estagio terminal?
Pois sinto que já to morta a muito tempo...
Mas permaneço respirando por algum motivo!


É frio, vazio e triste aqui dentro!


terça-feira, 1 de maio de 2012

Clarisse

Estou cansado de ser vilipendiado, incompreendido e descartado
Quem diz que me entende nunca quis saber
Aquele menino foi internado numa clínica
Dizem que por falta de atenção dos amigos, das lembranças
Dos sonhos que se configuram tristes e inertes
Como uma ampulheta imóvel, não se mexe, não se move, não trabalha.
E Clarisse está trancada no banheiro
E faz marcas no seu corpo com seu pequeno canivete
Deitada no canto, seus tornozelos sangram
E a dor é menor do que parece
Quando ela se corta ela se esquece
Que é impossível ter da vida calma e força
Viver em dor, o que ninguém entende
Tentar ser forte a todo e cada amanhecer.
Uma de suas amigas já se foi
Quando mais uma ocorrência policial
Ninguém entende, não me olhe assim
Com este semblante de bom-samaritano
Cumprindo o seu dever, como se fosse doente
Como se toda essa dor fosse diferente, ou inexistente
Nada existe pra mim, não tente
Você não sabe e não entende
E quando os antidepressivos e os calmantes não fazem mais efeito
Clarisse sabe que a loucura está presente
E sente a essência estranha do que é a morte
Mas esse vazio ela conhece muito bem
De quando em quando é um novo tratamento
Mas o mundo continua sempre o mesmo
O medo de voltar pra casa à noite
Os homens que se esfregam nojentos
No caminho de ida e volta da escola
A falta de esperança e o tormento
De saber que nada é justo e pouco é certo
E que estamos destruindo o futuro
E que a maldade anda sempre aqui por perto
A violência e a injustiça que existe
Contra todas as meninas e mulheres
Um mundo onde a verdade é o avesso
E a alegria já não tem mais endereço
Clarisse está trancada no seu quarto
Com seus discos e seus livros, seu cansaço
Eu sou um pássaro
Me trancam na gaiola
E esperam que eu cante como antes
Eu sou um pássaro
Me trancam na gaiola
Mas um dia eu consigo existir e vou voar pelo caminho mais bonito
Clarisse só tem 14 anos...